14.12.17

Se vemos opções saudáveis, compramos opções saudáveis

Gondolas de supermercado nutritivas podem influenciar a forma com que compramos

Visite um supermercado com o estomago vazio e provavelmente você chegará em casa com alguns produtos que não pretendia comprar. No entanto, a fome não é a única culpada das compras impulsivas. As localizações dos produtos também influenciam nossas escolhas de compra – talvez ajude ou interrompa um habito saudável.

A área dos caixas é um grande espaço para comidas não saudáveis.

Estudos demonstram que os produtos mais comuns encontrados nesta área, são ricos em açúcar e sódio. Alguns estudos segurem que a mera troca por produtos saudáveis, pode alterar o comportamento do consumidor. Um estudo de 2012 descobriu que funcionários de hospitais tinham maior probabilidade de escolher petiscos saudáveis quando eles estavam mais disponíveis nas cantinas, por exemplo. Em 2014, pesquisadores noruegueses e islandeses descobriram igualmente que substituir produtos não saudáveis por saudáveis na localidade dos caixas aumentava significantemente a compra impulsiva dos mesmos.

Tais dados chamaram a atenção do departamento de saúde e de saúde mental, o qual está trabalhando com mais de 1000 donos de lojas os encorajando a promover opções nutritivas. “Nós sabemos que o ambiente dos mercados é repleto de deixas que encorajam o consumo,” nos conta Tamar Adjoian, um pesquisador do departamento. “Tornar as opções saudáveis mais acessíveis ou apelativas pode nos permitir aumentar a venda destes produtos.”

Adjoian e seus colegas se questionam se tais descobertas poderiam ser aplicadas aos centros urbanos. Assim, recrutaram 3 supermercados do Bronx para um experimento. Eles modificaram um caixa de cada mercado, colocando opções industrializadas com frutas, nozes e itens similares com 200 ou menos calorias. Então, monitoraram as vendas durante seis períodos de três horas em cada loja por duas semanas.

Dos mais de 2100 compradores que eles observaram, apenas 4% compraram algo saudável. No entanto, compraram 2 vezes mais produtos saudáveis e compraram 40% menos produtos não saudáveis que os outros consumidores nos caixas comuns.

Os resultados foram apresentados em setembro no “Jornal de Educação Nutricional e Comportamento”. O impacto potencial talvez pareça pequeno, mas Adjoian acredita que converter mais caixas abriria as mentes dos consumidores para produtos nutritivos e com menos calorias. O departamento de saúde está agora explorando maneiras de expandir opções saudáveis nas filas de Nova Iorque.


Artigo original: https://www.nature.com/scientificamerican/journal/v317/n6/full/scientificamerican1217-18a.html

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