24.5.18

What Makes a Psychopath?

Psicopatas há muito capturaram o interesse público. Representados como carismáticos, predadores violentos despossuídos de empatia, capazes de nos intrigar e de nos horrorizar de modo equivalente. Mas o que precisamente é um psicopata? O que é que os faz lesionar e até mesmo matar os outros? 

Apresentado pela professora e psicóloga Uta Frith, esta é uma análise abrangente da mente psicopata, incluindo um dos seus mais notórios assassinos, Ian Brady. Que ante uma troca de correspondências, nós dará algumas de suas últimas palavras. Também apresentaremos entrevistas francas com presidiários, que não somente descreveram seus crimes, mas igualmente as razões pelas quais eles consideram os terem cometido. 

Exploraremos não somente como cada crime foi moldado pelas próprias experiências dos presos, mas também daremos uma perspectiva sobre como eles pensam e se comportam. Ao lado de experts mundiais no assunto, lançamos luz sob as influências biológicas, psicológicas e ambientais que moldam um psicopata. Ainda, nos pusemos diante do futuro, onde uma pesquisa inovadora sugere que a prisão perpetua, não é a única opção para tratar de psicopatas violentos.










27.2.18

The Girl Who Needs Other People's Blood To Survive

Heidi é uma menina de 5 anos que sofre com uma doença rara chamada, “Diamond Blackfan Anemia”. Condição esta que afeta a produção de células vermelhas do sangue, requerendo que ela faça transfusões mensais. Sua família, desesperadamente espera que avanços em novos campos de pesquisa possam lhe trazer outras opções de tratamento no futuro.










18.2.18

The Girl Who's Allergic To Everything

A ginasta deficiente Natasha Coates, 22, é alérgica a tudo. Após anos de continuo sofrimento provocados por reações alérgicas, a atleta foi diagnosticada com a “síndrome de ativação dos mastócitos”. Apesar dos desafios diários que ela enfrenta, eles não a impediram de perseguir sua paixão pela ginastica. Dentre os seus 19 títulos, está o de campeã Britânica.










6.2.18

Diabulimia: The World's Most Dangerous Eating Disorder

Mais de 750 mil pessoas no Reino Unido sofrem com transtornos alimentares e estima-se que 350 mil pessoas tenham diabetes tipo 1. No entanto, o que ocorre quando você tem diabetes tipo 1 e faz mal-uso da insulina afim de perder peso dramaticamente? 

Neste documentário, conhecemos 3 jovens mulheres que estão arriscando sua visão, membros, fertilidade e vidas, com o propósito de emagrecerer. 

Acompanhamos uma adolescente e sua família sofrendo para compreender a parte mental de sua condição – por qual razão ela não está aplicando insulina? Uma jovem mãe que não está recebendo o cuidado adequado devido à falta de expertise em como tratar a doença e ainda uma outra jovem que estava à beira da morte e que agora está reconstruindo sua vida, apesar da debilidade física deixada pela doença.

  







15.12.17

Êxtase pela comida

Nosso cérebro libera substâncias prazerosas depois das refeições – mesmo quando não são apetitosas

Quando experienciamos dor, nosso cérebro produz analgésicos naturais que são quimicamente similares a drogas potentes como a morfina. Agora, pesquisas sugerem que tais opiáceos endógenos também desempenham um outro papel: ajudam a regular o equilíbrio calórico do corpo.

Lauri Nummenmaa, uma especialista em imagem cerebral da Universidade de Turku na Finlândia e seus colegas, mediram a liberação de opiáceos endógenos em 10 homens saudáveis. Foram injetados neles uma substância radioativa que se liga aos receptores opiáceos. Assim, sendo possível visualizar sua atividade usando um aparelho de tomografia por emissão de pósitrons (PET-TC).

O estudo encontrou evidencias de analgésicos naturais nos cérebros dos homens depois de comerem um saboroso pedaço de pizza. Surpreendentemente, seus cérebros liberaram ainda mais opiáceos endógenos depois que tomaram uma bebida menos saborosa – uma refeição liquida que a pesquisadora a denomina de uma “substância pegajosa ou viscosa”.

Apesar de eles terem avaliado a pizza como sendo mais saborosa, a liberação dos opiáceos não se restringiu ao sabor, publicaram os pesquisadores no início do ano.

“Esperava o oposto,” comenta Paul Burghardt, um pesquisador da Universidade do estado de Wayne – que não estava envolvido no estudo. Afinal de contas, resultados anteriores com humanos e animais levaram os cientistas a acreditar que os opiáceos endógenos ajudavam a promover o prazer da comida.


Artigo original: https://www.nature.com/scientificamerican/journal/v317/n6/full/scientificamerican1217-20a.html


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14.12.17

Se vemos opções saudáveis, compramos opções saudáveis

Gondolas de supermercado nutritivas podem influenciar a forma com que compramos

Visite um supermercado com o estomago vazio e provavelmente você chegará em casa com alguns produtos que não pretendia comprar. No entanto, a fome não é a única culpada das compras impulsivas. As localizações dos produtos também influenciam nossas escolhas de compra – talvez ajude ou interrompa um habito saudável.

A área dos caixas é um grande espaço para comidas não saudáveis.

Estudos demonstram que os produtos mais comuns encontrados nesta área, são ricos em açúcar e sódio. Alguns estudos segurem que a mera troca por produtos saudáveis, pode alterar o comportamento do consumidor. Um estudo de 2012 descobriu que funcionários de hospitais tinham maior probabilidade de escolher petiscos saudáveis quando eles estavam mais disponíveis nas cantinas, por exemplo. Em 2014, pesquisadores noruegueses e islandeses descobriram igualmente que substituir produtos não saudáveis por saudáveis na localidade dos caixas aumentava significantemente a compra impulsiva dos mesmos.

Tais dados chamaram a atenção do departamento de saúde e de saúde mental, o qual está trabalhando com mais de 1000 donos de lojas os encorajando a promover opções nutritivas. “Nós sabemos que o ambiente dos mercados é repleto de deixas que encorajam o consumo,” nos conta Tamar Adjoian, um pesquisador do departamento. “Tornar as opções saudáveis mais acessíveis ou apelativas pode nos permitir aumentar a venda destes produtos.”

Adjoian e seus colegas se questionam se tais descobertas poderiam ser aplicadas aos centros urbanos. Assim, recrutaram 3 supermercados do Bronx para um experimento. Eles modificaram um caixa de cada mercado, colocando opções industrializadas com frutas, nozes e itens similares com 200 ou menos calorias. Então, monitoraram as vendas durante seis períodos de três horas em cada loja por duas semanas.

Dos mais de 2100 compradores que eles observaram, apenas 4% compraram algo saudável. No entanto, compraram 2 vezes mais produtos saudáveis e compraram 40% menos produtos não saudáveis que os outros consumidores nos caixas comuns.

Os resultados foram apresentados em setembro no “Jornal de Educação Nutricional e Comportamento”. O impacto potencial talvez pareça pequeno, mas Adjoian acredita que converter mais caixas abriria as mentes dos consumidores para produtos nutritivos e com menos calorias. O departamento de saúde está agora explorando maneiras de expandir opções saudáveis nas filas de Nova Iorque.


Artigo original: https://www.nature.com/scientificamerican/journal/v317/n6/full/scientificamerican1217-18a.html

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11.12.17

A neurociência da mudança de ideias

Novas descobertas sugerem que é mais complicado do que os cientistas pensam

Todos os dias nossos cérebros se confrontam com decisões de último minuto. Ajustamos nosso passo para evitar um caminho escorregadio; quando dirigindo cansados procuramos um lugar para parar; mudamos a direção de nosso braço antes de golpear uma bola de tênis.

Cientistas há muito aceitam que nossa habilidade de parar abruptamente ou de modificar um comportamento está relacionada com uma única área dentro do córtex pré-frontal, uma área envolvida no planejamento e em outras habilidades substanciais. Ao estudarem outras partes em humanos e macacos, no entanto, uma equipe da Universidade Johns Hopkins concluiu que as decisões de último minuto são muito mais complicadas do que se acreditava – envolvendo complexa coordenação neural entre múltiplas áreas. As descobertas talvez ajudem os cientistas a revelarem aspectos relativos a dependência e a entender as razões das quedas se tornarem significativamente comuns conforme envelhecemos.

Os dados, publicadas na revista acadêmica “Neuron”, revelam que abdicar de um comportamento envolve intercomunicação dentre várias regiões do cérebro. Como resultado, mudar de ideia (mesmo após alguns milésimos de segundos depois de tomarmos uma decisão) é frequentemente muito tarde para alterar um movimento ou um comportamento. Usando ressonâncias magnéticas (dispositivo que monitora a atividade cerebral em tempo real), a equipe do Johns Hopkins descobriu que para reverter uma decisão é necessária a comunicação de modo veloz entre duas zonas especificas dentro do córtex pré-frontal e outra estrutura próxima chamada de "campo de olho frontal", uma área envolvida no controle do movimento dos olhos e na “consciência visual”.


A líder do estudo Kitty Xu – anteriormente uma graduanda na Hopkins e agora uma pesquisadora da rede social Pinterest –, explica que quando se trata de decisões rápidas, quanto mais uma decisão se perpetua no cérebro, há mais dificuldade em reverte-la. “Interromper um comportamento requer uma coreografia rápida entre várias áreas distintas, nossa pesquisa mostrou”, ela acrescenta. “Se mudamos de ideia sobre pisar no acelerador alguns milésimos após decidirmos aperta-lo – a comunicação já teria sido feita e enviada aos nossos músculos –, simplesmente não conseguiríamos parar.” Ela ainda ressalta que se mudarmos de ideia em aproximadamente 100 milésimos de segundo antes de tomarmos uma decisão, poderemos altere-la. No entanto, se esperarmos 200 milésimos, poderemos não sermos capazes de trocar de planos. Em outras palavras, talvez ganharemos uma multa por velocidade ou não conseguiremos evitar de rolar pelas escadas. Conforme envelhecemos, nossa comunicação neural diminui, contribuindo para mais ocorrências semelhantes, Xu acrescenta.

Para identificar as regiões envolvidas na suspensão de uma decisão, o novo estudo recrutou 21 pessoas para uma versão modificada de um teste de sinais comumente usados em estudos da neurociência comportamental que envolve abdicar de um comportamento planejado. Pacientes submetidos a ressonância magnética eram instruídos a olharem para um monitor, fixando seus olhos em um ponto quando ele surgisse na tela. Mas quando eles fixavam seus olhos, um ponto colorido aparecia, os incitando a olhar para o novo estimulo. Os pesquisadores analisavam quais áreas do cérebro eram ativadas durante tais tomadas de decisões e depois de terminarem o teste. Para confirmar seus resultados os autores do estudo realizaram o mesmo teste em um único macaco, utilizando de um eletrodo implantado. Assim, eles viram atividades em áreas análogas aquelas reportadas nos testes com humanos – quando eles paravam de olhar para os primeiros em detrimento dos coloridos.

Rastrear tais movimentos oculares e sua atividade cerebral, permitiu aos pesquisadores estabelecerem quais áreas se relacionam com as decisões imediatas, diz o pesquisador Jeffrey Schall da Universidade de Vanderbilt – que não participou da pesquisa. “Ao combinar as imagens da ressonância magnética com a neurofisiologia de macacos os pesquisadores unem tópicos de pesquisa que há muito eram vertentes separadas,” ele acrescenta. “Se conseguirmos entender como o cérebro para ou evita uma ação, talvez ganhemos a habilidade de aprimorar nossa tomada de decisão, proporcionando aos indivíduos mais controle sob suas escolhas.”

Xu espera que tais informações sobre como é difícil para o cérebro alterar planos – uma tarefa que fica cada vez mais difícil quando envelhecemos, pois, a comunicação neural naturalmente diminui –, possa eventualmente ajudar os pesquisadores a estabelecerem formas de intervenção, nos ajudando a decidir mais rapidamente e de modo mais seguro. No curto prazo ela espera ajudar idosos a evitarem quedas e a mudar a impulsividade de pessoas dependentes.


“Quanto antes eu possa me livrar dos meus planos de beber ou de usar drogas,” ela fala, “menos probabilidade terei de realiza-los.”


Artigo original: https://www.scientificamerican.com/article/the-neuroscience-of-changing-your-mind/

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2.12.17

ADHD and Me with Rory Bremner

O comediante Rory Bremner está em uma missão pessoal afim de desvendar a ciência do TDHA (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade), transtorno que ele mesmo vem acreditando ter. Neste filme, Rory aprende sobre o TDHA, faz o seu diagnóstico e usa o metilfenidato pouco antes de seu espetáculo de comédia.

Cerca de 3% dos adultos e 5% das crianças sofrem de TDHA na Inglaterra, sendo ainda uma desabilidade que causa ceticismo nas pessoas – culpando crianças e seus pais. Este filme analisa as fortes evidencias genéticas que a estabelecem como uma desordem extintiva e as implicações para quem sofre com a condição. No caso de Rory, ele acredita que a velocidade de seus pensamentos dão combustível para as suas apresentações.

No entanto, para pessoas com quadros mais severos as consequências podem ser sérias. Quase 30% dos presidiários têm TDHA. Nós conhecemos uma atleta que consistentemente vivencia problemas com a lei. Sua potencial carreira como uma jogadora de roquei se impossibilitou por causa de sua impulsividade. Traçamos a origem biológica do TDHA e descobrimos que para além de uma doença moderna, médicos já a descreviam em 1775. Das pesquisas recentes vemos as diferenças nos cérebros dos indivíduos com TDHA e como os genes envolvidos estão sendo descobertos na utilização de moscas. Rory constata se tratar de uma condição complexa, podendo apresentar diferenças para cada paciente, devido as alterações dos diversos genes com o ambiente.

Rory ainda terá a experiência de se tratar tomando metilfenidato. Além de praticar a técnica do neurofeedback. Por fim, Rory descobre as razões do TDHA existir – que enquanto é prejudicial para a pessoa com a doença, talvez possa ter ajudado a espécie humana enquanto sociedade. Tais indivíduos se arriscariam identificando perigos e estabelecendo limites, nos beneficiando como um todo.







3.10.17

Homeless in Hawaii

As praias do Havaí têm sido por muito tempo desejadas pelos turistas, mas agora, as fachadas glamorosas situam-se ao lado de acomodações miseráveis e improvisadas – quando o Havaí possui as mais altas taxas de morares de rua dos Estados Unidos.



10.8.17

Why Did I Go Mad?

Por centenas de anos, a psiquiatria trata sintomas como ouvir vozes e a visão de alucinações como inimigos – relegando-os como insanidade ou loucura, ao considerá-los aspectos que deveriam ser abolidos ou mesmo temidos. Atualmente, novas perspectivas cientificas e psicológicas sobre como o cérebro funciona estão permitindo uma radical mudança acerca do que tais experiencias significam – e sobre como deveriam ser tratadas.

“Horizon” acompanha três pessoas que ouvem vozes e que apresentam sintomas de alucinação e paranoia, afim de explorar o que causa tal tipo de fenômeno, nos provindo de uma visão privilegiada sobre estas experiencias. Eles nos revelam suas práticas diárias partindo de suas manifestações, examinando o impacto social, biológico e as influencias ambientais, em condições normalmente associadas com a insanidade, quais a esquizofrenia e a psicose.

Durante o filme, acompanhamos como novas formas de entender o cérebro estão conduzindo uma dramática mudança nos tratamentos e nas aproximações terapêuticas.

Atacar as causas fundamentais pode levar a recuperação? E acima de tudo, visando descobrir as razões de os terem acometido – e se pode acontecer com você.











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